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  Para tempos novos, respostas novas   

A sociedade portuguesa do século passado via-se batida por fortes ventos de mudança, de novidade. Não só no campo da política, como também das ideias filosóficas e religiosas.

Atenta e conhecedora dessa realidade, Teresa de Saldanha procura ler os sinais dos tempos, respondendo de uma maneira adequada, com maior exigência evangélica às mudanças que se operavam. Animada de uma fé amadurecida na oração e no sacrifício, fundou organizou e dirigiu uma Congregação de Irmãs de vida apostólica: Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

A história das Dominicanas diz como o sonho se realizou e as dificuldades se venceram.

Enviou, em 1866, as duas primeiras Irmãs para Drogheda, na Irlanda. Aí fizeram o Noviciado, regressando a Portugal em 1868. Abriu a primeira casa da Congregação nas Portas da Cruz, em Lisboa. Sendo pequena esta casa, mudou-se depois para São Domingos de Benfica. Desde o começo, as irmãs cuidaram dos doentes, dos diminuídos dos marginalizados e ofereceram educação e instrução a numerosas gerações de poucos haveres, em vários pontos do País: Lisboa, Aveiro, Braga, Porto, Santarém, Lagoa, Outão - Setúbal.

O vento da república, em 1910, levou, qual sementeira madura, o seu sonho por outros mundos, onde floresceu e deu frutos. As Irmãs foram exercer a sua missão de benfazer no Brasil, na Bélgica e nos Estados Unidos.

Mais tarde, as Irmãs de Espanha e da Bélgica regressaram a Portugal, onde abriram novas fundações.

Em 1952, as Irmãs dos Estados Unidos formaram uma Congregação autónoma. Continuam a seguir o carisma de Teresa de Saldanha, sua fundadora. São conhecidas por Irmãs Dominicanas de Kenosha.


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