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  Grande espólio literário   

A vida de Teresa de Saldanha foi intensamente vivida, cheia de iniciativas e trabalhos. A testemunhar esse labor do bem fazer, ficou o seu grande espólio literário, constituído por escritos pessoais, de circunstância: orações, cartas, relatórios, notas, contas, etc.

Correspondeu-se com um variado leque de personagens, desde o papa, cardeais, núncios apostólicos, reis, deputados, políticos, sacerdotes e religiosas de várias instituições, familiares, amigos e crianças. É verdade que Teresa de Saldanha nunca pretendeu fazer-se escritora. Mas, efectivamente, escreveu como poucas mulheres da sua época. O seu estilo reveste-se de suma naturalidade, simplicidade, sobriedade e casticismo.

Evita o gongorismo, o academismo, o romantismo. Inscreve-se num Realismo humanista, à semelhança de vivenda moderna, não grande, funcional, sem artifícios, a extravasar luz e cor. Foi na pujança da vida e no auge da sua vocação que se viu obrigada a escrever em Inglês e Francês e Português, um diálogo epistolar com interlocutores a exigir maior atenção e clareza e inteligência. Tratava-se de diálogo de vida ou de morte para um Ideal feito programa.


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